quarta-feira, 30 de novembro de 2011

PM e governo não chegam acordo no Maranhão e greve continua

AGUIRRE TALENTO

ENVIADO ESPECIAL A SÃO LUÍS


Policiais militares e governo do Maranhão não chegaram a um acordo e a greve continua no Estado.

Uma nova proposta de reajuste, dos atuais R$ 2.028 para R$ 2.240, foi feita pelo governo --acréscimo de R$ 40 em relação à oferta anterior.
Não foi suficiente para agradar aos policiais militares, que pedem R$ 2.440.
Os policiais diminuíram o nível de exigência, já que antes estavam pleiteando salário de R$ 3.000, mas não querem ceder novamente.
O secretário de Assuntos Especiais do Maranhão, João Alberto, anunciou que vai esperar uma resposta do movimento grevista em outra reunião, marcada para a sexta-feira.
A Secretaria de Segurança Pública afirma que as ocorrências policiais permanecem no mesmo patamar de antes da greve, mas não divulga os dados.
Ontem a Folha revelou que o comércio está fechando mais cedo, com medo de assaltos e arrastões.

Juiz não precisa de exame para renovar porte de arma

A Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages) conseguiu, na Justiça Federal, que um juiz de Minas Gerais fosse dispensado do exame de renovação de sua arma de fogo. “É evidente que todos os magistrados têm plena consciência da responsabilidade que o porte de arma implica e, por óbvio, irão sempre exercê-lo de forma responsável — como fazem com todas as demais responsabilidades (bem mais graves, aliás) que a própria função judicante lhes confere”, argumentou a entidade na petição inicial.
O caso começou quando o juiz Thiago Brega De Assis foi de capacidade técnica “atual” para manuseio de arma de fogo — tendo em vista que o certificado apresentado no momento do registro foi expedido há mais de três anos. Com a alegação de cerceamento de prerrogativa legal, o caso foi parar no Judiciário.
A liminar do juiz João Batista Ribeiro, da 5ª Vara Federal de Minas Gerais, teve como base dois dispositivos: a Lei Orgânica da Magistratura, em seu artigo 33, e o Estatuto do Desarmamento. A magistratura nacional, como determina o artigo 92, incisos de I a VII, da Constituição Federal, detém o direito ao porte de arma funcional.“Verifica-se que a Loman tratou da questão do porte de arma funcional do magistrado sem impor qualquer restrição à sua obtenção”, entendeu o juiz.
A Anamages havia se manifestado em sentido semelhante. “A Loman confere aos magistrados a prerrogativa de portar ama de defesa pessoal, não podendo ser restringida, muito menos implicitamente, por lei ordinária”, argumentou a entidade na petição. Mas, “com a entrada em vigor do Estatuto do Desarmamento, essa prerrogativa funcional da magistratura começou a sofrer restrições pelo Departamento de Polícia Federal”, disse.
A entidade alegou que “ainda que se aplicasse o Estatuto do Desarmamento aos magistrados, o impetrante não se nega a fazer o Registro Federal de Arma de Fogo – ao contrário, já o fez (apresentando o devido certificado de capacidade técnica para manuseio de arma de fogo) e pretende renová-lo, mostrando-se desarrazoado e desigual dele ser exigido, a cada renovação, certificado de capacidade técnica atual para manusear arma de fogo”.
No pedido, a entidade dos juízes lembrou que para policiais, tanto da ativa quanto aposentados, a comprovação de capacidade técnica para manuseio de arma de fogo é dispensada para renovação do certificado, que acontece a cada três anos. “Nenhuma outra lei, ainda que também complementar, poderia adentrar na área de competência específica reservada à Loman, muito menos para restringir prerrogativas asseguradas aos magistrados. Não pode, então, lei ordinária superveniente embaraçar a direito ao porte de arma pelos magistrados, condicionando seu exercício a decisão discricionária de autoridade policial que avaliaria (dentre outros requisitos) a capacidade de manejo da arma”, argumentou.
Fonte: Consultor Jurídico

Uma polícia de exceção

Até 1991, os servidores que entravam para o Senado com a função de proteger o patrimônio, os parlamentares e servidores integravam o "serviço de segurança" da Casa. As funções policiais exercidas no âmbito do Congresso geralmente ficavam restritas a agentes da polícia judiciária cedidos ao Legislativo. Foi a Resolução nº 59 de 2002 que dispôs sobre o poder de polícia dos funcionários do Senado destinados à função de segurança. A resolução é questionada nas cortes superiores, mas a Casa apoia-se no artigo nº 52 da Constituição, que rege as competências privativas do Senado, para criar sua polícia.
A partir de 2002, a carreira ganhou atribuições que fizeram da Polícia do Senado o que os juristas enquadram como categoria "mista" ou "eclética" de polícia. Diferentemente da organização das polícias dos executivos estaduais — que dividem entre a militar e a civil, sendo uma responsável por prevenir delitos e a outra por investigar crimes — a Polícia do Senado conseguiu reunir entre suas atribuições as funções administrativas inerentes à sua atividade no Congresso e agora atua na repressão e serviços de inteligência e contrainteligência.
O efetivo da Polícia do Senado, atualmente, é composto por 150 homens, que se revezam em turnos. O número de servidores inscritos na carreira é maior. Boletins de pessoal registram 268 servidores na função de "policial legislativo federal". Os funcionários da carreira que não estão trabalhando nas atividades de segurança da Casa estão desviados para outras funções. Com esse argumento, os policiais do Senado reivindicam aumento do efetivo, com a realização de concurso público.
No novo concurso, a Casa oferecerá 25 novas vagas para a Polícia do Senado. A carreira dos agentes é de técnico legislativo, com salário que varia de R$ 13,8 mil a R$ 16,5 mil, de acordo com tabela básica divulgada pelo Senado.
Fonte: Correio Braziliense

domingo, 27 de novembro de 2011

São Paulo propõe transformar função de delegado em carreira jurídica

Alteração aumenta a responsabilidade jurídica dos 3.200 delegados de polícia do Estado e as exigências para ingresso na carreira, por concurso público


Cris Castello Branco

O governador Geraldo Alckmin assinou nesta quinta-feira, 24, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que transforma a função de delegado de polícia em carreira jurídica, como a dos juízes, promotores, procuradores e defensores públicos. A proposta segue agora para apreciação da Assembleia Legislativa.
"Essa PEC é uma aspiração de décadas dos delegados de Polícia de São Paulo. É uma valorização do trabalho do delegado de polícia, do seu trabalho jurisdicional, uma valorização da carreira, melhor preparo para o concurso público e ingresso na carreira, é um salto de qualidade importante", declarou o governador.A alteração aumenta a responsabilidade jurídica dos 3.200 delegados de polícia do Estado e as exigências para ingresso na carreira, por concurso público. Se aprovada a PEC, os candidatos a delegado deverão comprovar experiência jurídica de dois anos."A exigência de tempo de atividade jurídica será dispensada para os que contarem com no mínimo dois anos de efetivo exercício em cargo de natureza policial civil, anteriormente à publicação do edital de concurso", define o novo parágrafo 5º do artigo 140. A PEC altera a redação dos parágrafos 2º, 3º, 4º e 5º do artigo 140 da Constituição do Estado de São Paulo. A mudança assegura aos delegados "independência funcional pela livre convicção nos atos de polícia judiciária", por exercerem "atribuição essencial à função jurisdicional do Estado e à defesa da ordem jurídica".A transformação da função de delegado em carreira jurídica foi sugerida ao governador pela Secretaria da Segurança Pública, a partir de estudos para elevar a qualificação dos profissionais envolvidos na polícia judiciária, nesse caso em particular, os ocupantes do cargo de delegado, a fim de proporcionar a população um serviço aperfeiçoado e melhor qualificado.Na exposição de motivos encaminhada ao governador, o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, afirma que a PEC tem o "objetivo principal imediato de elevar o nível de qualificação dos profissionais envolvidos na atividade de polícia judiciária, em especial os integrantes da Polícia Civil ocupantes do cargo de Delegado de Polícia, e por extensão o próprio projeto de aperfeiçoamento institucional da Polícia Civil de São Paulo dentro do moderno Estado democrático e de Direito".A transformação da função de delegado de polícia em carreira jurídica proporcionará, de acordo com Ferreira, "as condições necessárias para a livre convicção motivada nos atos de polícia judiciária aos Delegados de Polícia, dando-lhes segurança quanto ao exercício de suas funções, e significando já, em termos de cenário, que o novo será melhor do que o atual".A reforma servirá para fundamentar a carreira de Delegado de Polícia como atribuição essencial à função jurisdicional do Estado e à defesa da ordem jurídica, correlato do Estado de Direito, e aumento na qualificação profissional exigida para o ingresso na carreira, com a introdução do requisito temporal inexistente hodiernamente.A PEC da carreira jurídica dos delegados faz as seguintes alterações na Constituição Estadual:"§ 2º - No desempenho da atividade de polícia judiciária, instrumental à propositura de ações penais, a Polícia Civil exerce atribuição essencial à função jurisdicional do Estado e à defesa da ordem jurídica.§ 3º - Aos Delegados de Polícia é assegurada independência funcional pela livre convicção nos atos de polícia judiciária.§ 4º - O ingresso na carreira de Delegado de Polícia dependerá de concurso público de provas e títulos, assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, dois anos de atividades jurídica e observando-se, nas nomeações, a ordem de classificação.§ 5º - A exigência de tempo de atividade jurídica será dispensada para os que contarem com, no mínimo, dois anos de efetivo exercício em cargo de natureza policial-civil, anteriormente à publicação do edital de concurso. (NR)Com a alteração, os atuais parágrafos terceiro, quarto e quinto do artigo 140 da Constituição do Estado serão renumerados para sexto, sétimo e oitavo, não sofrendo nenhuma mudança.Da Secretaria da Segurança Pública

Governandor de São Paulo assina PEC que institui carreira jurídica aos Delegados de Polícia.

Grupo invade condomínio, rapta e mata policial em Vargem Grande Paulista

Em várias motos, cerca de 10 homens renderam o porteiro e alguns entregadores de pizza

Ricardo Valota, do estadão.com.br

SÃO PAULO - Um investigador, de prenome Diógenes, de aproximadamente 50 anos, que atuava no 75º Distrito Policial, do Jardim Arpoador, na zona oeste da capital, foi raptado e morto por criminosos, no final da noite de sexta-feira, 25, após três deles invadirem a residência da vítima, moradora do Condomínio Pinheiros Tênis Village, localizado no quilômetro 39 da Rodovia Raposo Tavares, no Distrito de Caucaia do Alto, na cidade de Vargem Grande Paulista, região oeste da Grande São Paulo.
Eram pelo menos 10 bandidos em várias motos. Sete teriam ficado do lado de fora do condomínio esperando pelo retorno dos comparsas, que renderem o porteiro e alguns entregadores de pizza. O trio já sabia qual era a casa da vítima. A esposa e dois garotos, filhos do casal, também foram rendidos, e assistiram aos criminosos deixando o local levando o investigador, com as três armas dele, no carro da família, um Fiat Siena cinza, placas DXV 5332.
Policiais militares da 4ª Companhia do 33º Batalhão foram acionados, mas nenhum suspeito nem a vítima haviam sido encontrados nas primeiras após a invasão no condomínio. Por volta das 4 horas deste sábado, 26, o corpo do investigador, morto a tiros, foi localizado pela PM, acionada via 190, dentro do Fiat Siena na Avenida Doutor Altair Martins, no bairro Gramado, em Cotia, próximo ao quilômetro 21 da Rodovia Raposo Tavares.
A esposa do casal, minutos após o rapto do marido, encontrava-se em estado de choque e pouco conseguiu conversar com os policiais militares que entraram no condomínio após serem acionados pela portaria. O caso será registrado no 1º Distrito Policial de Cotia, que fica na região central da cidade. Nenhum dos assassinos foi detido até o momento.

Polícia é "nada ou pouco confiável" no RS, DF e outros cinco estados

Um levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em seis estados e mais o Distrito Federal (DF) mostra que a maioria dos entrevistados considera a polícia "nada ou pouco confiável". Além do DF, a pesquisa foi feita no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro.
A opinião negativa sobre a polícia totalizou 65% dos entrevistados. O dado consta na 5ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, apresentado pelo Ministério da Justiça nesta quarta-feira em Brasília. A opinião também foi negativa em relação à Justiça. Do total de consultados, 51% classificou o judiciário como "nada ou pouco confiável" contra 47% que responderam "confiável". O restante não soube responder.
Sobre os índices de criminalidade, o levantamento apontou queda de 2,1% no índice de homicídios no país no ano de 2010 comparado a 2009. O valor passou de 21,9 mortos por 100 mil habitantes para 21,5 mortes. Em números absolutos, foram 1.049 pessoas mortas a menos. Os piores índices de homicídios se concentram nos estados do Nordeste e do Norte do Brasil.
Na região Sul, o pior índice foi registrado no Paraná (31,5 mortes por 100 mil habitantes). O Rio Grande do Sul ocupa posição intermediária (15,4 mortes por 100 mil habitantes).
Entre os menores índices do país, Santa Catarina aparece em segundo lugar (4,3 mortes por 100 mil habitantes). Fica atrás apenas do Amapá (3,9 mortes por 100 mil habitantes).
Esses dois estados (SC e AM) e mais o Piauí (com 7,7 mortes por 100 mil habitantes) foram as únicas federações com índices de homicídios dolosos abaixo de dez, limite considerado aceitável pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Fonte: Zero Hora

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

OS DIREITOS HUMANOS DOS POLICIAIS

A Portaria conjunta do Ministério da Justiça com a Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, publicada dia 16 de novembro de 2010 no Diário Oficial da União, estabelece Diretrizes Nacionais de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos dos Profissionais de Segurança Pública.
As 67 diretrizes da Portaria Interministerial SEDH/MJ Nº 2 estão divididas em 14 temáticas: Direitos Constitucionais e Participação Cidadã, Valorização da Vida, Direito à Diversidade, Saúde, Reabilitação e Reintegração, Dignidade e Segurança no Trabalho, Seguros e Auxílios, Assistência Jurídica, Habitação, Cultura e Lazer, Educação, Produção de Conhecimentos, Estruturas e Educação em Direitos Humanos e Valorização Profissional.



Fonte: Agência Fenapef

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Delegados anunciam primeiras medidas de boicote ao governo do RS

Categoria não irá participar das operações Verão, Serra e Fronteira, nem coordenar os cursos de formação na Academia de Polícia

Os delegados de polícia anunciaram nesta sexta-feira duas das medidas de boicote ao governo do Estado. A categoria não irá participar das operações Verão, Serra e Fronteira, nem coordenar os cursos de formação na Academia de Polícia, ministrar aulas e autorizar o uso de apostilas. Noventa delegados já manifestaram a desistência nas operações.

A delegada Nadine Anflor, coordenadora das Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher, colocou o cargo à disposição e disse que nenhuma das 15 unidades irá participar do Dia Mundial do Ativismo, em 20 de novembro, quando são oferecidas palestras e atendimento à comunidade.

O presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (Asdep), Wilson Müller, diz que espera que as negociações com o governo avancem.

— Não pode, não creio que um fato desses seja levado com certo desdém pela secretaria de Segurança, com certo desleixo. Isto não pode acontecer. O secretário de Segurança deixou muito claro que é contra o aumento do nosso salário.

Os delegados pedem o realinhamento salarial com os procuradores do Estado e cronograma de pagamento. Uma reunião está marcada para a tarde de segunda-feira com a Casa Civil. Caso não haja acordo, os delegados prometem tomar outras medidas, como boicote a operações de combate ao crime e entrega de cargos em comissão por parte de diretores. A chefia de polícia decidiu não se manifestar quanto à posição da Asdep, porque entende que o processo ainda está em fase de negociação.

domingo, 13 de novembro de 2011

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Polícia para quem precisa! Depois não adianta falar em insegurança como no caso do estudante assassinado no Campus....


Professores da USP enviarão carta a Alckmin contra ação policial

Associação dos Docentes decidiu apoiar alunos em manifestação e organizar debate com propostas alternativas de segurança

Professores da USP enviarão carta a Alckmin contra ação policialAssociação dos Docentes decidiu apoiar alunos em manifestação e organizar debate com propostas alternativas de segurança

Professores da USP enviarão carta a Alckmin contra ação policialAssociação dos Docentes decidiu apoiar alunos em manifestação e organizar debate com propostas alternativas de segurança

O movimento contra a ação da Polícia Militar na Universidade de São Paulo (USP) ganhou apoio do sindicato dos professores. A Associação de Docentes decidiu que é contra a presença da polícia e vai enviar carta ao governador e fazer um seminário com propostas de segurança no campus.
Os professores participarão da manifestação agendada para esta quinta-feira às 15h no Largo São Francisco ao lado do alunos. Esta foi a primeira de oito ações decididas em assembleia realizada na noite de quarta-feira. A segunda foi a pauta de pedidos dos protestos resumidos em três slogans: Democracia na USP; Segurança, sim. PM, não; e Contra a criminalização dos movimentos sociais.
O sindicato vai também solicitar audiência com o reitor João Grandino Rodas para tratar da questão da segurança e “manifestar repúdio à ação da PM no campus” e organizar um debate intitulado “Segurança e Democracia” em conjunto com o Diretório Central dos Estudantes e o sindicato dos funcionários para discutir propostas alternativas a presença policial.
A assembleia votou ainda pela redação de uma carta aberta ao governador Geraldo Alckmin – que declarou apoio a operação da Tropa de Choque contra os invasores da reitoria e que os alunos precisavam de "aula de democracia".
Os professores se comprometeram ainda a acionar mecanismos como Ouvidoria da polícia, discutir a abertura da universidade à população e sua inserção na cidade e somar esforços políticos para que sejam anistiados estudantes, professores e funcionários técnico-administrativos que tenham sido processados ou punidos, por participarem de ações políticas na USP.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras:

Max Gehringer


Regra número 1:

Colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: Se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1999 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2009.


Regra número 2:

A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.


Regra número 3:

Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.
Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é! A 'Lei da Perversidade Profissional' diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais possa ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.Muito cuidado ao tentar prejudicar um colega de trabalho; Amanhã ou depois você pode depender dele para alguma coisa!
Portanto, profissionalmente falando, e "pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que têm "boa memória.
"Na natureza não existem recompensas nem castigos. Existem consequências."

Consulte o local de prova para o concurso de Agente de telecomunicações.

Click no link abaixo e digite seu CPF no final da página. Boa sorte!!


http://www2.policiacivil.sp.gov.br/x2016/concursos/

Antes de condenar...

Conta o escritor Stephen Covey, em um de seus livros, um fato ocorrido com ele, numa manhã de domingo, no metrô de Nova York. As pessoas estavam calmamente lendo jornais, divagando, descansando com os olhos semicerrados.

Era uma cena calma e tranqüila. Subitamente, um homem entrou no vagão do metrô com os filhos. As crianças faziam algazarra e se comportavam mal.

O clima mudou instantaneamente. O homem sentou-se ao lado de Stephen e fechou os olhos, aparentemente ignorando a situação.

As crianças corriam de um lado para o outro, atiravam objetos e chegavam a puxar os jornais dos passageiros, incomodando a todos. Mesmo assim o pai não fazia nada. Para Stephen era quase impossível evitar a irritação.

Ele não conseguia acreditar que ele pudesse ser tão insensível a ponto de deixar que seus filhos incomodassem os outros daquele jeito, sem tomar uma atitude. Dava para perceber facilmente que as demais pessoas também estavam irritadas.

A certa altura, enquanto ainda conseguia manter a calma e o controle, Stephen virou-se para o homem e disse: Senhor, seus filhos estão perturbando muitas pessoas. Será que não poderia dar um jeito neles?

O homem olhou para Stephen, como se estivesse tomando consciência da situação naquele exato momento, e disse calmamente: Sim, creio que o senhor tem razão. Acho que deveria fazer algo. Acabamos de sair do hospital, onde a mãe deles morreu há uma hora... Eu não sei o que pensar, e parece que eles também não sabem como lidar com isso. Nós podemos imaginar como Stephen se sentiu naquele momento...

Diante da resposta inesperada, ele passou a ver a situação de um modo diferente. E como via diferente, pensava, sentia e agia de um jeito diferente. * * *

Quantas vezes nós vemos, sentimos e agimos de maneira oposta à que deveríamos, por não perceber a realidade que está por trás da cena.

No mundo conturbado em que vivemos, pensando quase exclusivamente em nós próprios, muitas dores e gemidos ocultos passam despercebidos, e perdemos a oportunidade de ajudar, de estender a mão. Por isso, é importante que cultivemos em nós a sensibilidade para perceber a dor oculta e amenizar a aridez da vida ao nosso redor.

Geralmente o que fazemos é condenar, sem a mínima análise da realidade de quem está passando por árduas dificuldades. No entanto, é tão bom quando alguém percebe nossas dores e sofrimentos que não ousamos expressar...

É tão agradável quando alguém nota que estamos atravessando momentos difíceis e nos oferece apoio... É tão confortador encontrar alguém que leia em nossos olhos a tristeza que levamos na alma dilacerada, e nos acene com palavras de otimismo e esperança...

As pessoas têm maneiras diferentes de enfrentar o sofrimento. Umas se desesperam, outras ficam apáticas, muitas se tornam agressivas, algumas fogem... Por tudo isso, não devemos julgar a situação pelas aparências, porque podemos nos enganar.

No caso do metrô, após saber o que realmente estava acontecendo com aquele pai e seus filhos, o coração de Stephen tomou-se de compaixão. Sinto muito. Gostaria de falar sobre isso? Posso ajudar? -

Essa foi a atitude daquele que estava prestes a ter um ataque de nervos. Seus sentimentos mudaram. E mudaram porque ele soube da verdade que se escondia por trás da aparente indiferença de um pai que não sabia como lidar com o próprio sofrimento... Pensemos nisso!

Mãe de aluna da USP é detida por ofender policial

Vagner Magalhães
Terra

A mãe de uma estudante da Universidade de São Paulo (USP) que invadiu o prédio da reitoria foi detida nesta terça-feira por proferir um palavrão a um policial. Segundo o delegado-assistente do 91°DP, José Roberto Arruda, os alunos estavam em um ônibus pouco antes de serem indiciados, um a um. Um deles acabou ligando as luzes do veículo. Um policial entrou para repreender o ato e em seguida ouviu os xingamentos da mulher que estava no local para falar com a filha.
"A mãe foi detida por desacato, assinará termo circunstanciado e será liberada em seguida", disse Arruda. Ainda de acordo com ele, "isso aconteceu no momento em que um dos policiais chamava atenção dos alunos por eles terem ligado os luminosos do ônibus".
ReintegraçãoA Polícia Militar chegou à universidade e cercou o prédio da reitoria por volta das 5h para cumprir a ordem judicial de reintegração de posse do imóvel. O prazo para a desocupação estipulado pela Justiça havia se esgotado e o emprego da força policial estava autorizado desde as 23h.
Inicialmente, não houve enfrentamento entre estudantes e os policiais do Batalhão de Choque. Pelo menos três estudantes foram detidos ao tentar furar o bloqueio policial e entrar de volta na reitoria. Os policiais impediram o retorno apenas com os escudos, sem o uso de cassetetes ou bombas de gás.
A invasão aconteceu por parte de um grupo descontente com a resultado de uma votação em assembleia que decidiu, na terça-feira passada, por 559 votos a 458, encerrar a ocupação do prédio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). O grupo deslocou o portão de trás do edifício da Administração Central, usando paus, pedras e cavaletes, e em poucos minutos chegou ao saguão principal do prédio. A FFLCH havia sido ocupada depois que a PM abordou três estudantes no campus por porte de maconha na quinta-feira da semana retrasada e tentou levar os usuários detidos. Os policiais usaram gás lacrimogênio, e alunos teriam ficado feridos após confronto.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

POLÍCIA FEDERAL S/A

Revista Isto É

Quem desembarca no aeroporto internacional de Guarulhos (SP), o mais movimentado do Brasil, acredita que está sendo recebido por treinados agentes da Polícia Federal ao apresentar seus passaportes para entrar oficialmente no País. Mas, na verdade, os funcionários que checam e carimbam os documentos de viagem, fazem entrevistas de imigração e vistoriam bagagem em busca de drogas e armas são pessoas comuns, funcionários de uma empresa privada, sem nenhum treinamento ou compromisso com a defesa da soberania do Estado. O caso de Guarulhos não é uma exceção. Hoje, empresas prestadoras de serviço dominam o controle imigratório nos aeroportos, portos e até postos de fronteira. Parece óbvio, mas entregar a terceiros a fiscalização de quem entra ou sai do País é temerário e põe em risco à segurança nacional. A fiscalização deficiente é o paraíso para traficantes, imigrantes ilegais, criminosos procurados pela Interpol e terroristas, que podem transitar livremente por aqui sem que as autoridades de plantão tomem conhecimento. Enquanto o resto do mundo está debruçado em soluções para reforçar a segurança de suas fronteiras, por aqui o governo terceiriza o controle de passaportes e imigração nos aeroportos, uma atividade que nunca deveria ter saído das mãos da Polícia Federal. Hoje, estima-se que a PF gaste mais de R$ 100 milhões para transferir a responsabilidade a empresas privadas de um serviço que deveria ser executado por ela de acordo com a Constituição Brasileira.
O processo de loteamento de áreas estratégicas começou há quatro anos, sem que houvesse o necessário debate pelo Congresso, pela sociedade e contra parecer da própria Polícia Federal. Mais grave: era para ser uma solução provisória, como explica à ISTOÉ o ex-ministro da Justiça Tarso Genro, hoje governador do Rio Grande do Sul. “Sempre defendi que isso só se justifica como provisoriedade”, afirma Genro. Mas, no Brasil, o que é provisório com frequência se torna permanente. O problema é que Tarso Genro havia sido informado das consequências da terceirização. Um relatório interno da PF, obtido por ISTOÉ, revela que repassar a empresas privadas tais atividades era a última das opções para reduzir o gargalo provocado pelo crescimento exponencial de passageiros. “É de longe a hipótese mais controversa de todas e esbarra em sérios problemas de ordem legal”, concluiu a delegada Silvane Mendes Gouvêa, presidente da comissão. Em ordem de prioridade, o MJ poderia aumentar o contingente policial ou passar o controle migratório para as mãos de servidores administrativos da própria PF. O documento, de 37 páginas, com cinco anexos, listou uma série de critérios que deveriam ser adotados em caso de se decidir pela terceirização. Por exemplo, para cada três terceirizados deveria haver ao menos um policial como supervisor.
Mas o que se vê hoje é um descontrole total. Em alguns aeroportos, como o Tom Jobim, no Rio de Janeiro, cada agente da PF precisa monitorar o trabalho de até dez terceirizados. A média nos terminais terceirizados é de um policial para cada sete funcionários privados. Na Tríplice Fronteira, entre Paraguai e Argentina, há 103 funcionários terceirizados para um total de 15 agentes federais. Eles fiscalizam tudo que passa na Ponte Internacional da Amizade e na Ponte Tancredo Neves. Também são responsáveis pela emissão de passaporte e controle de raio X.
Os funcionários terceirizados geralmente encaram o serviço como um bico. Ganham pouco mais que um salário mínimo e logo que conseguem algo melhor abandonam o posto. “Trabalhei seis meses na Ultraseg, em Guarulhos. Foi meu primeiro emprego”, afirma Domênica Duarte, 22 anos. O resultado é uma rotatividade altíssima que impede a qualificação desses profissionais. E a maioria das terceirizadas são empresas de mão de obra de serviços gerais, algumas sem nenhuma relação com a atividade de controle migratório. “Essas empresas fecham contratos milionários, dão calote nos funcionários e depois desaparecem”, afirma o presidente do Sindicato dos Servidores da PF no Rio de Janeiro, Telmo Correa. Funcionários contaram à ISTOÉ que a PF paga às terceirizadas R$ 3,5 mil por contratado, mas o funcionário recebe no máximo R$ 800.
Uma dessas fornecedoras de mão de obra, a Visual Locação, Serviço e Construção Civil, dos sócios Herbert de Ávila e Alessandro Fagundes, simplesmente sumiu do mapa. No ano passado, a empresa embolsou mais de R$ 33 milhões do governo federal, dos quais R$ 2,7 milhões foram destinados ao pagamento de terceirizados no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio. ISTOÉ esteve em dois endereços registrados em nome da Visual em cidades-satélites de Brasília. O escritório num velho sobrado foi abandonado há dois meses. O corretor, que pediu anonimato, diz que Herbert “não pagou o aluguel, trocou os telefones e desapareceu”. A outra “sede” da empresa fica numa casa sem reboco em área da periferia que integra o programa de incentivos fiscais do governo do Distrito Federal. Apesar do muro alto que cerca o local, pode-se ver a placa com o nome da empresa jogada num canto, enferrujada. “Há duas semanas não aparece ninguém aí”, conta um vizinho.
O caso da Visual não é exceção. A Cosejes, responsável pela emissão de passaporte, embolsou o dinheiro do governo, deu calote nos funcionários e fechou as portas. “Um dia eles não depositaram. Ligamos para a empresa no Ceará e ninguém atendeu. Fomos à filial aqui em São Paulo e já não havia ninguém”, conta Alyne Scirre, 23 anos. A ex-funcionária diz que foi censurada pelos próprios policiais. “Diziam que a gente estava chorando por miséria e que o dono da Cosejes era delegado de polícia”, afirmou.
Outro problema é que as empresas terceirizadas não preenchem todos os postos de trabalho, explica o diretor de relações de trabalho da Federação Nacional de Policiais Federais (Fenapef), Francisco Sabino. “Em Guarulhos, a empresa que assumiu os guichês da PF em janeiro contratou 120 pessoas e não completou a cota de 200 funcionários. Por causa do acúmulo de trabalho e dos salários baixos, os terceirizados já pensam em entrar em greve”, afirma Sabino. Ele se refere à empresa SkyServ Locação de Mão de Obra Ltda., que assinou com a Superintendência da PF em São Paulo um contrato de R$ 5,9 milhões para prestar serviços neste ano. Quase a totalidade dessas empresas, aliás, torna-se alvo de ações trabalhistas na Justiça. Acontece que os funcionários são normalmente contratados como recepcionistas ou digitadores, mas acabam exercendo funções de polícia. “Éramos registrados na carteira como recepcionista. Mas fazíamos todo o trabalho de confecção do passaporte”, relata Alyne Scirre. E confirma que tinha acesso a informações particulares no banco de dados da PF. “O trabalho é todo feito por nós. Os policiais nem precisam assinar”, diz. Dentre as atividades que Alyne exercia estão o cadastramento dos dados do requerente no sistema da PF, o envio das informações para a Casa da Moeda e a verificação do documento final. Uma responsabilidade grande demais para quem dava os primeiros passos no mercado de trabalho.
Não bastassem os problemas de ordem prática, a terceirização também enfrenta impedimentos legais. O relatório da Polícia Federal, que passou pelas mãos de Tarso Genro e do então diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, é claro: “Em razão de a atividade de fiscalização migratória doutrinariamente enquadrar-se no exercício do poder de polícia pelo Estado, ela é por natureza indelegável. Com isso deve ser executada por servidores efetivos do Departamento de Polícia Federal.” O advogado Luiz Carlos Cavalcanti, especialista em direito constitucional e autor de um estudo sobre o caso, explica que o controle de imigração é um trabalho complexo e altamente especializado. “A habilitação do agente da PF se dá através do estudo de uma disciplina específica denominada polícia marítima aeroportuária e de fronteiras, inserida na grade curricular do curso de formação profissional. A matéria é eliminatória”, afirma Cavalcanti. Se o policial for reprovado nesta disciplina, é imediatamente desligado do curso de formação profissional e do concurso público para agente da PF. O especialista lembra que um policial federal é submetido a investigação social para entrar na carreira, segue regime disciplinar específico e responde a uma corregedoria. Já os terceirizados não estão submetidos a nenhum tipo de controle. “Ninguém sabe de onde vêm e para onde vão esses funcionários. Eles não têm nenhum comprometimento com a instituição”, afirma o diretor da Fenapef, Francisco Sabino.
“Do jeito que está qualquer um pode embarcar com passaporte falso. Os terceirizados não sabem a diferença entre um imigrante ilegal, um padre ou uma mula do narcotráfico”, afirma Telmo Corrêa, do sindicato da PF. Agente por formação, ele lembra que a atividade de fiscalização imigratória foi confiada pela Constituição, em seu artigo 144, “de maneira inequívoca” ao Departamento de Polícia Federal. E acrescenta um dado surpreendente nessa complexa equação. Com a realização da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016, as empresas americanas e inglesas querem entrar no lugar das terceirizadas nacionais e assumir o controle da nossa imigração. “É um absurdo. Uma ameaça à nossa soberania”, avalia Telmo.
Esse risco não existiria se Genro e Corrêa tivessem escutado as recomendações da comissão da PF. A saída para os gargalos nos aeroportos era de fácil execução, como consta do relatório. “A contratação de mais policiais é a solução que resolve mais rapidamente o problema do controle migratório, uma vez que não haveria necessidade de mudança na rotina de fiscalização”, dizem os delegados no documento. A demanda por mais policiais seria atendida com recém-formados pela Academia Nacional de Polícia. Segundo levantamento da própria PF, bastaria a contratação de mais 181 policiais para atuar nos aeroportos do Rio e de São Paulo. Naquele ano, a academia formou 210 policiais, o suficiente para dar conta do recado. Entretanto, a cúpula da PF optou pelo caminho da terceirização, alegando que os policiais são uma mão de obra qualificada demais para a execução de serviços burocráticos.
Fontes da PF afirmam que Luiz Fernando Corrêa pressionou a comissão para que concluísse o relatório a seu gosto. Em vários trechos do relatório da PF, é citada a informação de que “o Ministério da Justiça estaria disposto a fornecer recursos para a contratação de terceirizados”. Na conclusão, o grupo de delegados ressalta que “não sendo escolhida pela direção-geral a alternativa de dotar com lotação efetiva de policiais os aeroportos”, o problema só poderia ser resolvido com a terceirização. O documento subsidiou a medida provisória que alterou a Lei 8.745/93 e abriu as portas para a privatização do controle migratório. Procurado por ISTOÉ, o atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, não se manifestou sobre o assunto. Coube ao diretor-executivo da PF, Paulo de Tarso Teixeira, fazer a defesa da instituição. “Os policiais continuam sendo responsáveis pelo controle migratório. Não houve transferência de competência da PF para ninguém”, garante Teixeira. Transferência houve. O trabalho da PF nos aeroportos foi privatizado. Mas em nada aliviou o transtorno vivido pelos brasileiros no agendamento a perder de vista da emissão de passaporte e nas longas filas de desembarque de passageiros.

Pesquisa aponta problemas com crack em municípios brasileiros

Dados referentes a 4.430 cidades analisadas também revelam que a droga está substituindo o álcool nas cidades de pequeno porte e áreas rurais

Central de Notícias e Agência Brasil

SÃO PAULO - Um panorama sobre a presença do crack e outras drogas no Brasil foi apresentado nesta segunda-feira, 7, pelo presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski. A pesquisa foi elaborada com os gestores municipais de 4.430 cidades. Cerca de 84,5% afirmaram que enfrentam problemas com a circulação de drogas em seu território. Na pesquisa divulgada há um ano, 98% dos pesquisados confirmaram a presença do crack.
Segundo pesquisa, uso de crack no Brasil se alastrou por todas as camadas da sociedade
A maioria dos gestores apontou ocorrências com outras drogas, mas 90,7% consideram que o crack é o problema e 93,9% registram existência de transtornos por causa da circulação do entorpecente. “Verificamos que o uso de crack se alastrou por todas as camadas da sociedade, a droga que, em princípio, era consumida por pessoas de baixa renda, disseminou-se por todas as classes sociais”, aponta a pesquisa.
Dados também revelam que o crack está substituindo o álcool nos municípios de pequeno porte e áreas rurais. Nos grandes centros, uma pedra de crack custa menos de R$ 5.
O custo efetivo das ações de combate ao crack e outras drogas nos municípios chega a mais de R$ 2,5 milhões. De acordo com o CNM, faltam profissionais capacitados e verbas destinadas para a manutenção das equipes e dos centros de atenção que deveriam estar disponíveis aos usuários.
Ainda de acordo com as respostas, a presença de drogas em 63,7% dos municípios tem impacto na saúde pública. A fragilidade da rede de atenção básica aos usuários, a falta de leitos para a internação, o espaço físico inadequado, a carência na disponibilidade de remédios e a ausência de profissionais especializados na área da dependência química são os principais entraves apontados pelos gestores municipais.
O segundo setor mais afetado é a Segurança Pública. Quase 60% das cidades listaram vulnerabilidades na segurança, como aumento de furtos e roubos, falta de policiamento em áreas de vulnerabilidade, e crescimento da violência intrafamiliar, doméstica e rural.

Mais problemas

Outra questão revelada pela pesquisa é a fragilidade da rede de Proteção Social Especial e do Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas) que tem como objetivo trabalhar as demandas dos usuários de drogas. Estes serviços são deficitários em 44,6% dos municípios.
De acordo com a pesquisa, um dos grandes problemas é a falta de controle das fronteiras do país. “O efetivo policial é pequeno, mal remunerado e pouco treinado para enfrentar a dinâmica do tráfico de drogas.”
Mais um fator relevante, segundo o CNM, é o papel que as indústrias produtoras de insumos utilizados para o preparo do crack desempenham. “A grande questão é a fiscalização da venda desses produtos, que atualmente é feita de maneira insuficiente.”
A Educação também é uma área diretamente atingida pela presença do crack, segundo o levantamento da CNM. Quase 38% das prefeituras apontam problemas, especialmente em relação ao tráfico de drogas nas escolas.
Em abril de 2011, a confederação lançou o portal Observatório do Crack para acompanhar a situação dos municípios, com informações sobre o consumo, os investimentos e os resultados das ações de combate à droga.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Atenção o aumento no ALE será somente para Agentes Penitenciários e não para Policiais Civis como alguns estão achando!!

Aumentam ALE e GAEV dos agentes penitenciários


Além do aumento de 27,7%, em duas etapas, os agentes de segurança penitenciária (ASP) serão beneficiados pela elevação e unificação de Adicionais de Local de Exercício (ALE). O menor adicional (ALE I) será extinto, elevando os salários para a faixa intermediária (ALE II). Na prática, os agentes penitenciários (ASP) com ALE I e com ALE II terão os salários aumentados de R$ 1.621,60 e R$ 1.671,60, respectivamente, para R$ 1.993,96. Os vencimentos dos que recebem ALE III também serão elevados de R$ 1.721,60 para 2.068,96.
De forma similar, além do reajuste de 27,7% em duas parcelas, os agentes de escolta e vigilância (AEVP) terão aumentada a GAEV (Gratificação de Agentes de Escolta e Vigilância), que será equiparada ao ALEII dos ASP. Na prática, os salários dos AEVP subirão de R$ 670,00 para R$ 800,00.

Após ser sequestrado por traficantes, irmão de PM se finge de morto e escapa

Rapaz foi torturado, baleado e enterrado. Mesmo amarrado, conseguiu se arrastar pela favela e pedir socorro. Amigo morreu

iG Rio de Janeiro

O irmão de um policial militar e um amigo foram sequestrados e torturados por traficantes do morro do Viradouro, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, na madrugada da última quinta-feira (3), segundo informações do batalhão da PM do município (12º BPM).
Após atirarem nos rapazes, os criminosos enterraram os dois no alto do morro. O irmão do PM se fingiu de morto e, mesmo amarrado, se arrastou pela favela, pediu socorro e conseguiu sobreviver. Seu nome não foi divulgado pela polícia.
O amigo do irmão do PM, no entanto, morreu e o corpo foi encontrado nesta sexta-feira (4) enterrado na parte alta da favela.
De acordo com informações da PM, o rapaz que sobreviveu é irmão de um policial do batalhão de Niterói. Ele e um amigo participavam de um baile funk na comunidade e, durante a festa, um deles foi reconhecido como sendo familiar de um policial.
Ambos então foram levados pelos traficantes para a parte alta do morro onde foram agredidos e enterrados. O irmão do PM está internado no Hospital Azevedo Lima, no mesmo município, e passa bem.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

MAIS QUE UM BOM SALÁRIO A POLÍCIA PRECISA DE RESPEITO E RECONHECIMENTO


Hoje se brada aos quatro cantos que a polícia precisa de melhores salários, o que é uma verdade inquestionável, porém, mais do que um bom salário, o policial precisa ser respeitado e reconhecido como outrora.
Num passado recente, a cerca de 20 anos atrás, havia respeito pela polícia, a população nos dava apoio e os delinqüentes, os “sem o que fazer”, e até mesmo o cidadãos de bem quando viam uma viatura ou eram abordados pelos policiais se portavam de maneira respeitosa, pois sabiam que ali na sua frente estava uma autoridade do Governo.
O tempo foi passando e com ele veio a tão falada “liberdade” que a sociedade contemporânea confundiu com anarquia, desrespeito, falta de educação,impunidade, etc...
Hoje em dia quando se vê uma viatura, o “mala”, como dizemos na gíria policial, sequer se dá ao trabalho de se portar decentemente , ao invés de olhar os policiais de soslaio os encara, ri sarcasticamente e ás vezes até cospe no chão mostrando que não está nem aí para os “coxinhas” ou , pior, faz questão de demonstrar toda a arrogância e “poder” que a sociedade lhe deu.
Você sabia que uma simples denúncia contra um policial, mesmo sem a menor prova, é o suficiente para tirá-lo das ruas e às vezes causar até mesmo sua demissão? Aqui o ônus da prova não cabe a quem acusa mas sim àquele que foi acusado. Uma simples acusação já faz os jornais estamparem seu nome e sua foto na primeira capa, ávidos pelo interesse que isso desperta nas pessoas, como urubus em carniça, sem se importarem se é verdade ou mentira ou se isso causaria um imenso sofrimento em seu ambiente familiar.
Eu digo sempre que o policial é tal qual o lixeiro pois, faz o trabalho que ninguém quer fazer sem o devido e merecido reconhecimento, mas talvez com a diferença de que o lixeiro não esteja na profissão por que goste e sim por necessidade, enquanto que os policiais em sua imensa maioria sejam policiais por paixão e vocação.
E u digo sem medo de errar que para o policial que está diuturnamente nas ruas, becos vielas, favelas, buracos,morros, protegendo e velando o sono da sociedade com sua própria vida, não há nada pior do que não ter o respaldo e o respeito desta.
Queremos salários melhores sim, mas queremos principalmente, que você cidadão de bem, volte a apoiar e valorizar a polícia porque é ela que estará ao seu lado quando você mais precisar.
Uma sociedade onde as pessoas não respeitam nem mesmo a polícia está fadada ao caos e a um futuro tremendamente triste.