quarta-feira, 25 de junho de 2014

Policial da Força Tática de Mogi das Cruzes é sequestrado e torturado antes de morrer. "Caça a esses lixos protegidos pela legislação nojenta desse País escroto"

'PM pode ter sido espancado antes de morrer', diz delegado seccional

Segundo a polícia, criminosos ainda usaram cartão de crédito da vítima.
Soldado estava desaparecido e corpo foi encontrado nesta terça (24).

Jenifer Carpani Do G1 de Mogi das Cruzes e Suzano
Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (25), o Delegado Seccional Marcos Batalha relatou que acredita que os criminosos que sequestraram o policial militar Rodrigo de Lucca Fonseca espancaram e torturaram a vítima antes de matá-la. O militar estava desaparecido desde sexta-feira (20). O corpo dele foi encontrado na última terça-feira (24), em um terreno em Suzano.
Segundo o delegado, foram cinco disparos encontrados em várias partes do corpo do policial. A localização dos tiros levam o policial a crer que houve tortura. "Há a informação que ele teria sido espancado antes de ser alvejado pelos disparos. Os próprios locais em que os disparos atingiram no corpo dele mostram que os bandidos queriam torturá-lo.", explica.
Polícias civil e militar acreditam que PM encontrado morto foi espancado. (Foto: Jenifer Carpani/G1)Polícias civil e militar acreditam que PM encontrado
morto foi espancado. (Foto: Jenifer Carpani/G1)
Ainda segundo o Delegado, De Lucca pode ter sido espancado antes de levar os cinco tiros que o mataram. "O caso mostra a ousadia dos criminosos, que acabaram tirando a vida do policial com requintes de crueldade. Foram vários disparos e além disso houve espancamento", salienta.
A principal linha de investigação, segundo as polícias militar e civil, é a de roubo. "Acreditamos que ele foi vítima de um roubo, e como ele usava um agasalho da Policia Militar e tinha uma arma da Policia Militar, ele foi identificado como PM e aí executado", relata o Coronel do Comando de Policiamento Metropolitano de Área 12 (CPAM/12) Nelson Celegatto, que também estava presente na coletiva.
Os policiais explicaram alguns possíveis passos dos criminosos, descobertos pela investigação. "Tudo leva a crer que ele permaneceu em cárcere privado, nas mãos dos criminosos, e obrigaram a vítima a fornecer o cartão de crédito e sua senha. "No mesmo dia em que eles renderam a vítima, na sexta e na sequência no sabado também, em lojas diferentes, utilizaram o cartão de crédito da vítima, gastaram cerca de R$ 400", disse o Delegado Seccional. O Policial Militar estava desaparecido desde sexta-feira (20). O corpo do policial foi encontrado na última terça-feira (24), em um terreno em Suzano.
O Delegado Seccional afirmou ainda que a sensação de impunidade pode ser o motivo de levar os criminosos a usar o cartão de crédito da vítima em vários estabelecimentos comerciais. "Hoje os criminosos não têm medo da justiça. Eles são ousados e essa é a verdadeira sensação da impunidade", opinou. "Ele sabe que se ele for preso, ele vai cumprir a pena. Mas que ele tem inúmeras garantias da lei", disse.
Enterro
O corpo do policial militar Rodrigo de Lucca Fonseca foi enterrado às 11h desta quarta-feira (25). O velório que começou na noite de terça-feira no Memorial do Alto Tietê movimentou um grande número de policiais, amigos e familiares do jovem.
Enterro de soldado Rodrigo de Lucca foi realizado nesta quarta (Foto: Tatiane Santos/G1)Amigos e familiares prestaram homenagem ao PM
nesta quarta no Cemitério da Saudade em Mogi
(Foto: Tatiane Santos/G1)
O cortejo composto por policiais militares em carros e motos, além de veículos que transportavam amigos e familiares do policial chegou ao Cemitério da Saudade por volta das 10h40 desta quarta. Emocionados todos entraram no cemitério para o sepultamento. “A Justiça tem que ser feita porque o que fizeram com ele é uma barbaridade. Ele não merecia. Ele era uma pessoa muita tranquila” contou a empresária Patrícia Morente. Ela disse que estudou com o policial desde a 5ª série e desde então eram amigos.
Segundo a Polícia Militar, Rodrigo de Lucca Fonseca fazia parte da corporação há quatro anos e estava na Força Tática há menos de um ano. Antes do enterro, os policiais da Força Tática fizeram uma cerimônia em homenagem ao policial. Eles estenderam uma bandeira do Brasil sobre o caixão ao som de um trompete tocado por um dos integrantes da Força. Depois, dobraram a bandeira e a recolheram. No momento da homenagem amigos e familiares presentes se emocionaram bastante.  A sepultura estava repleta de coroas de flores.
O comandante do Comando de Policiamento de Área Metropolitano, Nelson Celegatto esteve presente ao enterro. Ele reforçou que a investigação é feita pela Polícia Civil com apoio da Polícia Militar. “Várias linhas de investigação estão sendo analisadas pela Civil. Uma delas é a de roubo pelas características do crime. Afinal o soldado foi rendido no entorno de sua residência. Sabemos também que ele permaneceu alguns dias com os infratores. O laudo oficial não saiu ainda, mas as informações preliminares apontam que ele ficou vivo, provavelmente, até a madrugada de segunda-feira. Além das marcas de tiro, o corpo não apresentava sinais de tortura como queimadura e corte. O rosto do policial tinha sinais de agressão”, informou Celegatto.
Polícia do Alto Tietê procura por soldado desaparecido (Foto: Reprodução/TV Diário)Policial estava desaparecido desde sexta-feira (20).
(Foto: Reprodução/TV Diário)
Investigação
O Delegado Seccional Marcos Batalha afirmou na terça-feira que o policial militar da Força Tática Rodrigo de Lucca Fonseca pode ter sido morto com a própria arma. "Ao lado do corpo, foram encontrados cápsulas de armas usadas pela Polícia Militar. Ao que parece, ele foi executado pela própria arma", disse o Delegado Seccional. Ainda segundo ele, no local do crime não foram encontrados outros indícios para o crime ser solucionado.
O caso segue sob investigação: "As investigações começaram no mesmo dia em que o Boletim de Ocorrência do desaparecimento foi registrado. Elas estão sendo conduzidas pela Polícia Civil com a ajuda da Polícia Militar", afirmou Marcos Batalha. Segundo ele, ainda não há indícios dos culpados pelo crime. "Ainda não temos indícios de quem possa ter praticado esse crime, mas vamos investigar e queremos prender todos os criminosos envolvidos", disse.
Segundo ele, ainda é cedo para afirmar exatamente o que houve. "Não podemos afirmar o que houve, se foi roubo ou vingança. Mas acredito, com a minha experiência, que ele tenha sido vítima de uma tentativa de roubo e, quando souberam que se tratava de um policial militar, acabaram por executá-lo", explica.
O Policial Militar da Força Tática de Mogi das Cruzes, Rodrigo de Lucca Fonseca, de 28 anos foi visto pela última vez na sexta-feira (20), quando chegava de carro em sua residência, em Mogi das Cruzes. Segundo o boletim de ocorrência registrado no 1º Distrio Policial, o PM chegava em casa de carro no final da tarde quando foi abordado por dois homens que pareciam estar armados.
Estrada que leva ao terreno onde corpo do policial foi encontrado em Suzano (Foto: Pedro Carlos Leite/ G1)Estrada que leva ao terreno onde corpo do policial
foi encontrado em Suzano
(Foto: Pedro Carlos Leite/ G1)
Encontro do corpo
O corpo do soldado, de acordo com as polícias Civil e Militar, estava em um terreno às margens da antiga Estrada Índio Tibiriça em Suzano. Uma mulher que passava pela estrada viu o corpo e avisou a polícia. A polícia informou que o corpo tinha marcas de tiro. O comandante do Comando de Policiamento Metropolitano 12 (CPM-12), coronel Nelson Celegatto esteve no local. “Pelas informações preliminares do perito, ele teria morrido nas últimas 24 horas.
O policial foi encontrado com um agasalho azul da Polícia Militar. Ele fazia parte da corporação há quatro anos e estava na Força Tática há menos de um ano. Era um bom policial com diversas prisões e apreensões. Estamos recebendo diversas denúncias a respeito desse caso e todas estão sendo verificadas”, concluiu o comandante. Ele disse ainda que neste momento a PM não acredita em retaliação porque o jovem trabalhava na Força Tática há pouco tempo. Mesmo assim, Celegatto destacou que as últimas ocorrências em que o policial se envolveu estão sendo verificadas.
Buscas
Na segunda-feira (23) após uma manhã inteira sem resultados, o Corpo de Bombeiros de Suzano encerrou as buscas em um córrego do Parque Maria Helena pelo corpo do soldado da Força Tática Rodrigo de Lucca.
No sábado (21) policiais que estavam em patrulhamento no Parque Maria Helena foram avisados por crianças do bairro sobre um carro no córrego. Após a retirada da água, o veículo foi identificado como sendo o que o policial de Mogi estava quando foi sequestrado.
De acordo com os policiais, o veículo encontrado no córrego pertence a namorada de Rodrigo. A perícia do carro foi feita na manhã deste domingo pelo Instituto de Criminalística (IC), de Mogi das Cruzes. Em seguida, ele foi encaminhado para o pátio da Prefeitura de Suzano.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Governo de São Paulo anuncia reajuste para policiais

 



 
O governo de São Paulo anunciou nesta terça-feira um reajuste salarial para os policiais do Estado. O governador Geraldo Alckmin enviará o projeto de lei para a Assembleia Legislativa (Alesp) nesta quarta-feira.
A medida prevê aumento de 8% para policiais militares e de 6% para os científicos e civis. O reajuste contempla também os inativos e pensionistas. Delegados não estão contemplados no pacote.
“Serão investidos R$ 498 milhões a mais por ano com esse novo aumento, que valerá a partir de agosto”, afirmou o governador. Segundo a assessoria do governo, as categorias contempladas esbanjam, desde 2011, reajuste acima da inflação.
Além do reajuste, outras medidas de valorização das carreiras policiais devem ser enviadas amanhã à Alesp.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Audiência discutirá desvinculação da perícia criminal das polícias



26/05/2014


Fonte: Agência Câmara
A comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 325/09 promove audiência pública nesta terça-feira (27), às 14h30. O texto desvincula a perícia criminal das polícias, tornando-a uma instituição independente, como a Advocacia Pública e a Defensoria Pública.

Foram convidados para discutir o tema com os deputados o diretor do Instituto Geral de Perícia de Santa Catarina, Rodrigo Tasso, o diretor do Departamento de Polícia Técnica da Paraíba, Humberto Pontes, e o médico legista do Estado de São Paulo Luiz Frederico Hoppe.

O deputado Valtenir Pereira (Pros-MT), autor da proposta, acredita que a autonomia da perícia produzirá mais isenção na produção da prova técnica e, no plano administrativo, garantirá prioridades de investimentos.

O local do debate ainda não foi definido.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Policiais fazem paralisação em vários estados. Enquanto isso São Paulo...

 

Para ministro da Justiça, governo consegue garantir a lei e a ordem no país.
Categoria pede melhores condições de infraestrutura e segurança.

Do G1, em São Paulo
 
Policiais civis de vários estados do país decidiram fazer uma paralisação de 24 horas nesta quarta-feira (21). A categoria pede melhores condições de infraestrutura, segurança e o nivelamento do salário dos policiais em todo o Brasil.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que a reivindicação não pode trazer transtornos, prejuízos e violência para a sociedade. Ele disse ainda que, se necessário, o governo tem condições de garantir a lei e a ordem em todo o território nacional.
"Os policiais que servem a lei e a Constituição sabem que a greve está proibida por decisões do Supremo [Tribunal Federal]. Em segundo lugar, não creio que nenhum brasileiro e nenhuma brasileira queira que a sociedade pague a conta de um processo que tem de ser de diálogo e de reivindicação. Caso ocorra, podemos perfeitamente encaminhar a Força Nacional de Segurança Pública e as Forças Armadas para garantir a lei e a ordem, porque a Constituição nos autoriza. A população brasileira deve ficar tranquila", disse Cardozo.
Veja abaixo a situação da paralisação de policiais civis em cada estado:
Acre
Categoria não aderiu à paralisação.
Amapá
Categoria não aderiu à paralisação.
Amazonas
Categoria não aderiu à paralisação.
Distrito Federal
Policiais civis suspenderam o registro de ocorrências e as investigações desde as 8h desta quarta-feira, em adesão à paralisação nacional dos servidores de segurança pública. A categoria pede a abertura do diálogo com o governo sobre propostas de valorização da classe.
Assembleia de policiais civis em Vitória (Foto: Viviane Machado/ G1ES)Assembleia de policiais civis em Vitória
(Foto: Viviane Machado/ G1ES)
Espirito Santo
Os policiais civis do estado se reuniram em assembleia, nesta quarta-feira, na chefatura de polícia, em Vitória. O sindicato informou que não fará greve, mas a categoria anunciou uma paralisação de 24 horas, até a 0h desta quinta-feira (22). Apenas flagrantes são registrados nas delegacias – todos os outros serviços foram interrompidos.
A principal reivindicação da categoria no Espírito Santo é a exigência de nível superior para os agentes de polícia, como acontece com os agentes investigativos, segundo o presidente da Associação dos Policiais Civis do estado, Gilmar Ferrari.
Goiás
Categoria não aderiu à paralisação.
Policiais se concentraram em frente à sede do sindicato em Belo Horizonte.  (Foto: Pedro Triginelli/ G1)Policiais se concentraram em frente à sede do
sindicato na capital de MG (Foto: Pedro Triginelli/G1)
Minas Gerais
Policiais civis iniciaram uma passeata em Belo Horizonte às 11h20. Cerca de 50 pessoas deixaram a sede do Sindicado dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindipol-MG), na Região Noroeste, em direção à Praça Sete, no Centro.
No trajeto, os manifestantes ocuparam uma faixa da Avenida Antônio Carlos. A categoria pede melhores condições de infraestrutura, segurança e o nivelamento do salário dos policiais em todo o país. Entre as maiores cidades do Sul de Minas, as delegacias de Passos (MG), Poços de Caldas e Pouso Alegre (MG) confirmaram adesão à paralisação. Em Varginha (MG), Itajubá (MG) e Lavras (MG), não há confirmação.
Pará
Policiais Civis do estado fazem uma manifestação na Praça Batista Campos, em Belém. Segundo os policiais, o ato público busca chamar atenção sobre as deficiências do modelo de segurança pública paraense. De acordo com os manifestantes, a adesão é de 50%. Apesar disso, os policiais garantem que os serviços não foram prejudicados.
Piauí
Categoria não aderiu à paralisação.

Pernambuco
Tanto policiais civis quanto militares trabalham normalmente durante esta quarta-feira. O Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Pernambuco (Sinpol-PE), que representa a categoria, afirmou que não pretende aderir ao movimento, mas um grupo de oposição marcou uma passeata para esta tarde, no Centro do Recife, a partir das 15h. Ainda de acordo com a Secretaria de Defesa Social, o movimento não vai atrapalhar o funcionamento da polícia.
Rio de Janeiro
A paralisação no Rio teve início à meia-noite. A categoria pede que as gratificações sejam incorporadas ao salário, além de aumento no vale-transporte e no tíquete-refeição. O presidente do sindicato, Francisco Chao, informou que, apesar da paralisação, policiais vão trabalhar nas delegacias para atender às ocorrências mais graves. Um dos efeitos da paralisação dos policiais civis no estado é o adiamento da reconstituição da morte do dançarino DG, do programa Esquenta!, da TV Globo, marcada inicialmente para esta quarta-feira. Segundo ele, o procedimento foi adiado para esta quinta-feira (22).
Na Região dos Lagos, apenas parte das ocorrências, como prisões em flagrante e crimes mais graves, está sendo registrada nas delegacias. Nos casos mais leves, os policiais estão pedindo que as pessoas voltem no dia seguinte.
Em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, 30% do efetivo fazem revezamento para atender apenas os casos de emergência. Por causa da paralisação, as investigações estão suspensas, e os registros de ocorrências foram reduzidos. Apenas prisões em flagrantes, casos graves de violência, roubos e furtos de veículos estão sendo registrados.
Rio Grande do Norte
Categoria não aderiu à paralisação.
Rio Grande do Sul
Categoria não aderiu à paralisação.
Policiais civis e militares realizam passeata por ruas de Porto Velho, RO (Foto: Gaia Quiquiô/G1)Policiais civis e militares fazem passeata por
ruas de Porto Velho, RO (Foto: Gaia Quiquiô/G1)
Rondônia
Policiais civis e escrivães de Porto Velho fazem passeata pela Avenida Carlos Gomes, uma das mais movimentadas da capital de Rondônia. O ato ainda tem a participação de policiais militares. A Polícia de Trânsito (Petran) acompanha a passeata e controla o fluxo de veículos na região.
Delegacias permanecem funcionando durante a mobilização da Polícia Civil (Foto: Naim Campos/RBS TV)Delegacias permanecem funcionando em Santa
Catarina (Foto: Naim Campos/RBS TV)
Santa Catarina
Policiais estão reunidos em frente à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), no Centro de Florianópolis. De acordo com a secretária-geral do Sindicato da Polícia Civil de Santa Catarina (Sinpol-SC), Rosemery Mattos, o intuito da mobilização é panfletar e esclarecer a sociedade sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 51.
Sergipe
Um ato simbólico realizado pela Polícia Civil de Sergipe marcou o início da paralisação. Nas primeiras horas desta manhã, cerca de 100 policiais se reuniram nas escadarias da sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), em Aracaju, e entregaram chaves de viaturas. As delegacias estão funcionando apenas com 30% do efetivo.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Mais de 900 policiais ingressam nas Polícias Civil e Técnico-Científica

Em solenidade na tarde desta segunda-feira (12) aconteceu a formatura de 559 novos policiais de várias carreiras e a posse de 360 investigadores de polícia.

Os novos ingressantes da Polícia Civil do Estado de São Paulo, 300 homens e 60 mulheres, foram empossados após a leitura do Termo de Posse seguida do juramento da Turma de Investigadores, sendo representados no palco pelos dois primeiros colocados: Natasha Gomes Cavalcanti e Patricia Aparecida dos Santos, onde receberam os cumprimentos do governador Geraldo Alckmin; do secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira; do delegado geral de polícia, Luiz Mauricio Souza Blazeck;  e da superintendente da Polícia Técnico-Científica, Norma Sueli Bonaccorso. Eles deverão passar por um curso de formação na Academia de Polícia e estágio, durante três meses e meio, antes de assumirem seus postos de trabalho.

Na sequência houve a cerimônia de formatura de 302 agentes policiais, 117 agentes de telecomunicações, 22 auxiliares de necropsia, 42 médicos legistas e 76 peritos criminais. Destes, 85 são mulheres.  Os primeiros três colocados de cada turma foram chamados ao palco, onde receberam os cumprimentos das autoridades. São eles os agentes policiais Marco Aurélio Apolinário de Andrade, Emerson Pinto de Siqueira e Paulo Veríssimo Berenguel; os agentes de telecomunicações Ricardo Faura Simões, Lindomar Bezerra Rulim e Heloise Gomes Basso (não presente); os auxiliares de necropsia: Raquel Mariano de Almeida, Jefferson Ricardo Sapatini  e Fernando Henrique Arthico Fracao; os médicos legistas: Carla Maria Balieiro Abgussen, Viviane Hellmeister Camolese e Larissa Vertuan Freschi Landgraf; e os peritos criminais:  Juliana Serafim David Costacurta, Stefania Kreitlon Carolino e Marco Tulio Terrell de Camargo. O terceiro colocado da turma de investigadores foi Josiel Piedade Silva, que também não pode comparecer ao evento.

Homenagens
Os professores paraninfos e patronos das turmas também foram homenageados. Norma Bonaccorso agradeceu a indicação como paraninfa das turmas e deu as boas-vindas aos novos policiais. Ela falou da importância dos novos profissionais fazerem tudo de forma positiva, buscarem sempre renovar o conhecimento técnico, aprenderem a trabalhar em equipe, a lidar bem com as pessoas, “o que é sempre fundamental”, disse ela, e ainda: os aconselhou a seguirem a ideia de “aprender a aprender” e a usarem sempre de ética e honestidade. “Desejo que cada um de vocês tenha uma carreira brilhante”, disse ao parabenizá-los. Os demais professores homenageados foram: Martha Cândido, escolhida pelas turmas da Polícia Técnico-Científica, e os professores Marcelo Lessa - que deu nome às turmas da Polícia Civil, Maurício Correali , escolhido como paraninfo e Francisco Petrarca Ielo Neto, patrono.

Determinação
Aos formandos, Mauricio Blazeck recomendou que perseguissem a promoção da Segurança Pública com implacável determinação, “sempre com vistas à realização da dignidade da pessoa humana, que é o princípio estruturante de qualquer estado democrático de direito”. O delegado geral também felicitou os novos investigadores: “Nessa data compartilhamos com os senhores a alegria da conquista, assegurando-lhes que o seu capital intelectual será devidamente valorizado e fomentado no curso de formação a ser iniciado”. E finalizou: “Sejam felizes na realização pessoal e na contribuição da construção de uma sólida política de segurança pública no Estado de São Paulo, cuja sociedade assumimos o compromisso de defender com a própria vida”.

São Paulo Contra o Crime
Fernando Grella lembrou os esforços do Governo do Estado para as novas contratações, citando inclusive “o programa São Paulo Contra o Crime, um programa que envolve uma série de ações para dar à nossa população a sensação de segurança e de paz, que é o componente essencial de qualidade da vida”, disse. Enfatizou ainda a importância do trabalho: “O policial perde horas de contato com a família, é exposto a situações limite e não raro põe a vida em risco. Tudo isso para impedir que uma minoria, os criminosos, privem a maioria da sociedade de seus direitos mais essenciais. Se por um lado todo sacerdócio exige privações e dedicação, que apenas os homens e as mulheres vocacionados podem entregar, por outro, cada um aqui, se fizer um bom trabalho, terá a gratidão e o orgulho do dever cumprido como recompensas”, declarou.

Homens e mulheres da Lei
Geraldo Alckmin ressaltou a importância da coragem, profissionalismo, da inteligência policial, tecnologia, equipamentos, trabalho em equipe, acuidade e postura ética “para (os policiais) poderem fazer a diferença e servir a população do Estado”. “A Polícia é formada por homens e mulheres da Lei”, frisou.

Também estiveram presentes ao evento o secretário da Administração Penitenciária, Lourival Gomes; o delegado geral de polícia adjunto, Valmir Eduardo Granucci; o diretor da Acadepol, Mário Leite de Barros Filho; o delegado chefe da Assistência Policial Civil do Gabinete do Secretário da Segurança Pública, Carlos Roberto Benito Jorge; o comandante geral da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira; conselheiros da Polícia Civil, representantes de classe, jornalistas, familiares e amigos dos empossandos e formandos, totalizando mais de 2.500 pessoas no Grande Auditório Palácio das Convenções do Anhembi “Celso Furtado”.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Saiu no site do SIPOL PRUDENTE. Vergonha para São Paulo, o Estado mais rico do Brasil paga um salário de merda para sua polícia.

TOCANTIS GANHA PARIDADE ATÉ 2018. ENQUANTO ISSO, EM SP......

RESPEITO ÀS INSTITUIÇÕES CIVIS.

Após anúncio de que os policiais estavam mobilizados e realizariam protesto nesta sexta-feira, 4, em Palmas o Governador Siqueira Campos anunciou hoje a paridade salarial para a categoria. Dividida em quatro vezes (de2015 a 2018), a paridade na prática estabelece apenas dois salários para a Polícia Civil, o de delegado e outro para as demais carreiras.

A Medida Provisória número 8, que concede o benefício, foi assinada pelo governador em seu gabinete, na presença de centenas de policiais, que já estavam mobilizados para o protesto, caso a paridade não fosse concedida.

De acordo com o texto da MP 8/2014, agente de polícia, agente penitenciário, escrivão de polícia, papiloscopista, agente de necrotomia e motorista policial vão receber os seguintes salários, no início de carreira: R$ 5.431,20 (2015); R$ 6.712,29 (2016); 7.993,39 (2017); e R$ 9.274,48 (2018).

As discussões sobre a paridade (há muito almejada pela categoria) foi retomada no mês passado, quando o secretário da Administração (Secad), Lúcio Mascarenhas, ao lado de seu colega da Segurança Pública, José Eliú Jurubeba, disse que estava analisando o caso. “Na categoria já existe um precedente, que foi a paridade salarial, de perito policial e perito criminal”, disse, acrescentando que o estudo de viabilidade para Estado estava sendo feito.

Entretanto, na última terça-feira, 1º, em reunião com representantes dos policiais, disse que a categoria não iria receber o benefício, pois o Estado já teria gastado além do chamado limite prudencial, que é de 46,55% da Receita Corrente
Líquida.

Por este ser um ano eleitoral, a paridade teria que ser concedida até esta sexta-feira, ou seja, o benefício foi concedido no último momento, e graças à mobilização dos policiais.

A presidente do SINPOL, Nadir Nunes, destacou a união dos policiais na conquista. “A paridade foi conseguida porque, juntos, sindicato e associações lutaram e buscaram o mesmo objetivo. Foi uma demonstração da força que a categoria buscam um objetivo comum ”.                      

Ao agradecer os policiais por entenderem a importância do chamamento, a diretora de Administração e Planejamento, Marcilene Lucena, enfatizou que “essa foi uma importante conquista pela valorização da classe, mas que a luta continua”, e complementou. “Agora precisamos continuar buscando condições dignas de trabalho para que possamos oferecer uma prestação de serviço cada dia melhor à sociedade tocantinense”.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Operações da PF empacam no MP e na Justiça



Fonte: Correio do Estado
Balanço apurado pela reportagem do Correio do Estado acerca das 30 principais operações deflagradas pela Polícia Federal, em Mato Grosso do Sul, de 2001 para cá, período de 13 anos, indica que a punição judicial, de fato, afeta de imediato somente as pessoas capturadas por ligações com o tráfico de drogas. Processos de outros crimes – como lavagem de dinheiro, sonegação de impostos, fraude na papelada para criação de empresas, licitações públicas, como exemplos – emperram ou no Ministério Público Federal, Estadual ou na Justiça Federal e também na Estadual, por anos e até décadas.

Nas operações estudadas pelo jornal, nota-se que ao menos 300 pessoas foram detidas, entre as quais, apenas uma dezena permanece na prisão, por ligação com o tráfico de droga.
Siga o desfecho de algumas das principais operações da PF.

Semana passada, ocupou páginas dos jornais, programas de tevês e internet o reputado episódio da Servan, sociedade dos médicos anestesistas de Campo Grande. Investiga-se se a empresa monopoliza o mercado, isto é, impõe o chamado cartel. O caso virou inquérito na Polícia Federal, em 2009 e, em 2013, quatro anos depois, encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF). O relatório da PF sugere que os médicos promoveram cartel. No entanto, o MPF, devolveu o inquérito à PF e a questão voltou à estaca zero.

No dia 31 de janeiro de 2012, policiais federais ocuparam a sede da Capital Mercantil Factoring, na cidade de São Gabriel do Oeste, empresa que “captava investimentos de pessoas, com a promessa de boa remuneração de alta taxa de juros”.

Trecho da nota emitida pela assessoria de comunicação da PF, um dia depois da operação batizada de “Pirita” [mineral brilhante, na cor amarelo-ouro, conhecido como pedra da sorte]: “Em outubro passado (2011), a empresa ‘fechou as portas’, deixando grandes prejuízos para os investidores, estimados inicialmente em cerca de R$ 50 milhões”.

São Gabriel do Oeste fica a cerca de 140 km de Campo Grande e tem menos de 30 mil habitantes. Até agora, embora as declarações confirmando as perdas financeiras, o dono da factoring nada sofreu judicialmente.

O empresário, que pegava dinheiro da população e prometia bons juros, sumiu da cidade. Na época, ele mantinha uma filial da factoring em Campo Grande.

Sete de julho de 2009, a partir das 6h da manhã, policiais federais prenderam 42 pessoas e cumpriram 85 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Dourados, Naviraí e Ponta Porã, em MS, e ainda em Guaíra e Umuarama, no Paraná.

Por dois anos, a PF descobriu que uma organização criminosa cometia crimes como formação de quadrilha, exercício ilegal de atividade financeira, agiotagem, contra a ordem econômica e o sistema financeiro. Dos 42 detidos, soltos logo depois, nenhum foi sentenciado até hoje. Nome da operação: “Owari”, ponto final em japonês.

Laranjas

Anos antes, em dezembro de 2004, a PF investiu na operação “Perseu” [herói da mitologia grega]. Onze pessoas foram presas por formação de quadrilha e sonegação de impostos. Na época, segundo a PF, o frigorífico Margem, segundo maior do País, tinha como donos “laranjas” [na linguagem popular, pessoas que emprestam o nome, documento ou conta bancária para ocultar a identidade de quem a contrata]. A empresa tinha uma dívida de R$ 155 milhões, R$ 85 milhões dos quais com o INSS. O esquema de sonegação implicava, segundo a PF, advogados, contadores, despachantes e agentes públicos. Os reais donos do frigorífico tocavam 21 unidades, 16 das quais em MS, onde eram abatidos 8 mil cabeças de gado por dia. Ninguém foi sentenciado. Dia 10 de março de 2005, a PF deflagrou a “Pegasus” [cavalo voador], operação também conhecida como “Caso Banestado”. Nessa investida, os policiais descobriram uma quadrilha que mandou, pela chamada conta CC-5, algo em torno de R$ 60 milhões para fora do País. O bando agia no Paraná e em MS, onde 55 “laranjas” enviaram dinheiro para países estrangeiros. A polícia desmantelou o esquema, mas não capturou culpados ao menos aqui em MS.
Essa notícia foi lida 110 vez(es) desde 27/03/2014