terça-feira, 19 de outubro de 2010

COCAÍNA PRETA ENTRA NA ROTA DO BRASIL

Correio do Povo

Apreensões recentes alertam Polícia para a chegada do entorpecente
Um jovem peruano foi preso com 2,3 quilos da chamada "cocaína preta" pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai, na cidade de Marechal Estigarribia. O acusado, 23 anos, estava em ônibus que faria o trajeto de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, a Assunção, capital paraguaia. O destino da droga, escondida em um fundo falso de uma mala, passaria por São Paulo, antes de seguir para a Europa.
Rara no mercado brasileiro, a "cocaína preta" é manipulada para não ser percebida. O processo de refinação deixa o entorpecente sem cheiro e possibilita enganar até cães farejadores. A cocaína é submetida a complexos processos que resultam na cor escura e a deixam inodora. A droga fica parecida com uma estrutura de borracha, capaz de se confundir com alças e fundos de mochilas e malas, sendo imperceptível em uma inspeção de rotina.
Ao avaliar a apreensão da Senad, o delegado José Antônio Dornelles, da Polícia Federal do Rio Grande do Sul, observa que, apesar da dificuldade de encontrá-la visualmente, a mesma sempre é flagrada nos testes com reagentes químicos.
Os casos anteriores em território brasileiro são poucos. Em março de 2009, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Mato Grosso do Sul flagrou mais de 16 quilos de "cocaína preta" transportados por uma mulher, na cidade de Miranda. O entorpecente estava camuflado em um bote inflável, levado no bagageiro de um ônibus que saiu de Corumbá com destino a Campo Grande. A "cocaína preta" se confundia com a borracha do bote e só foi detectada por meio de testes.
Já em fevereiro de 2008, os policiais espanhóis apreenderam 16,5 quilos de "cocaína preta" em Madri. A droga seria enviada para o Brasil através de duas mulheres romenas.

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